Santiago registrou durante o mês de março, segundo dados do Observatório de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, 32 ocorrências de furtos, 15 a mais que em fevereiro. Diante desse índice o delegado regional Guilherme Milan Antunes, esclareceu, durante entrevista na Rádio Santiago, pontos importantes a serem observados.
Primeiro que Santiago não é um munícipio que costuma apresentar ocorrências em grande número desse tipo de crime. Um dos fatores de aumento é quando àqueles que costumam praticar tais delitos são postos em liberdade. Esses indivíduos – geralmente envolvidos com o consumo de drogas – voltam a praticar furtos até mesmo para suprir o vício. De acordo com o delegado, eles estão sempre sendo monitorados, tão logo cometem o crime, são localizados e os objetos devolvidos aos proprietários.
DESTINO
A dependência química é dos principais motivadores desse tipo de crime em Santiago, chegando a quase 99%. Os objetos são levados diretamente as chamadas ‘bocas de fumo’, onde trocam pela droga. Muitas vezes, segundo Guilherme, são produtos sem muito valor, é muitos deixam até de registrar na polícia, o que de acordo com ele, é errado.
“E importante levar o caso a polícia para que não se forme o que chamamos de ‘sifra negra’, que só fortalece o crime”, explica.
VIOLÊNCIA
Os crimes de roubo ou furto em Santiago não costumam trazer o uso da violência, geralmente os criminosos agem quando não tem ninguém na residência ou estabelecimento comercial. Quanto a reagir durante um assalto, o delegado Guilherme pede cautela, já que nunca se sabe o que pode acontecer e a capacidade de reação do criminoso, reagir pode ser perigoso, a orientação é sempre acionar a polícia.
ESTELIONATO
Já os crimes de estelionato continuam chamando atenção pelos índices não só em Santiago, mas em todo o país. Conforme Guilherme os casos são os mais diversos como por exemplo do ‘falso advogado’, tanto que a Polícia Civil está trabalhando em conjunto em uma campanha com a OAB, para alertar a população sobre tais ações.
Os golpistas usam os mais diversos meios para fazer vítimas, estar atento, buscar a informação e ajuda estão entre as medidas básicas de proteção.

