Saúde

Vitiligo exige informação, acolhimento e combate ao preconceito

Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul alerta para a importância do diagnóstico, do tratamento adequado e da redução do estigma social

Foto: Divulgação

Manchas brancas na pele, ausência de contágio e forte impacto emocional fazem parte da realidade de muitas pessoas que convivem com o vitiligo. Em alusão ao Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) chama atenção para a necessidade de ampliar a informação correta, combater o preconceito e incentivar a busca por acompanhamento médico especializado.

A data tem caráter global de conscientização e foi criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, em homenagem ao cantor Michael Jackson, que faleceu em 25 de junho de 2009 e conviveu com a doença. Segundo dados do Ministério da Saúde, o vitiligo atinge de 0,5% a 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas manifestam a condição, que se caracteriza pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O vitiligo não é contagioso, não é transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, pois o próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais podem estar envolvidos, e o estresse severo pode atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas.

“O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma o presidente da SBD-RS, Dr. Juliano Peruzzo.

Embora não exista cura definitiva, os tratamentos atuais buscam conter o avanço das manchas, estimular a repigmentação da pele e reduzir impactos emocionais associados à condição. Entre as alternativas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em casos selecionados, técnicas cirúrgicas.

Em casos de suspeita, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br.

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