Saúde

Pequenos hábitos que podem ajudar na saúde mental no dia a dia

Foto: Divulgação

Na prática psiquiátrica, é cada vez mais evidente que o cuidado com a saúde mental não se limita ao consultório ou ao uso de medicação quando necessário. Ele envolve uma abordagem mais ampla, que considera rotina, estilo de vida e a forma como o indivíduo se relaciona com suas próprias emoções e com o ambiente ao redor.

Nesse contexto, atividades simples do dia a dia, como dança, música, caminhadas e momentos de lazer, podem atuar como importantes aliadas no equilíbrio emocional. Não se trata de substituir tratamentos, mas de compreender que o funcionamento mental também é influenciado por experiências corporais, sociais e sensoriais.

A dança, por exemplo, combina movimento, expressão e conexão corporal. Essa integração pode favorecer a liberação de neurotransmissores relacionados ao prazer e ao bem-estar, além de contribuir para a redução da tensão acumulada, especialmente em situações de estresse e ansiedade.

A música também ocupa um papel relevante na regulação emocional. Ela pode auxiliar na modulação do humor, na redução da ansiedade e na criação de momentos de pausa mental, funcionando como um recurso complementar dentro de uma rotina de cuidado.

Segundo a psiquiatra Bianca Bolonhezi, essas práticas não devem ser entendidas como tratamento, mas como ferramentas de apoio ao bem-estar. “Atividades como dança, música e outras formas de expressão podem contribuir positivamente para a saúde mental, ajudando na regulação emocional e na redução do estresse. No entanto, elas não substituem avaliação ou tratamento psiquiátrico quando há sintomas persistentes ou prejuízo na rotina”, explica.

Outras atividades simples, como hobbies criativos, jardinagem, leitura ou pequenas pausas ao longo do dia, também podem ter impacto positivo ao reduzir a sobrecarga mental e favorecer momentos de descanso emocional. Em uma rotina marcada por excesso de estímulos e aceleração constante, esses intervalos se tornam importantes para reorganização interna.

A especialista reforça ainda que não existe uma atividade única ou ideal para todos. “O mais importante é que cada pessoa consiga identificar práticas que façam sentido dentro da sua realidade e que tragam algum nível de prazer ou alívio. Isso não substitui o tratamento, mas pode potencializar o cuidado em saúde mental dentro de uma abordagem integrada”, afirma.

A incorporação de hábitos simples à rotina pode ser um importante aliado no cuidado em saúde mental, sempre com acompanhamento profissional quando necessário.

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