Saúde

Hiperidrose impacta qualidade de vida, mas tem tratamento especializado

Suor excessivo pode ir além do desconforto e exige avaliação dermatológica

Foto: Divulgação

A hiperidrose, condição caracterizada pela produção excessiva de suor além do necessário para a regulação da temperatura corporal, pode afetar significativamente a qualidade de vida. O problema atinge principalmente axilas, mãos, pés e face, podendo também ocorrer de forma generalizada, e costuma gerar constrangimento social, insegurança e prejuízos nas atividades profissionais.

A doença pode ser classificada como primária, quando há predisposição hereditária, embora ainda não existam genes identificados, ou secundária ao uso de medicamentos e a outras condições clínicas. O diagnóstico correto é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica e descartar causas associadas.

“A hiperidrose não é apenas um incômodo estético. Trata-se de uma condição médica que pode trazer impactos emocionais, sociais e funcionais importantes. Ela pode ser primária, quando existe predisposição familiar, ou secundária a outras situações clínicas, por isso a avaliação dermatológica é essencial”, explica a secretária-geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Dra. Larissa Rodrigues Leopoldo.

Entre as alternativas terapêuticas disponíveis, a toxina botulínica surge como uma importante aliada nos casos de hiperidrose focal primária que não respondem adequadamente aos tratamentos tópicos. O medicamento atua bloqueando temporariamente os estímulos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção de suor na área tratada.

“A toxina botulínica apresenta excelentes resultados, especialmente na região axilar, com taxas de resposta entre 80% e 90% e duração média de seis a nove meses. Em áreas como as plantas dos pés, a resposta pode ser mais variável. É um procedimento seguro quando realizado por dermatologista, podendo ocorrer apenas pequenos hematomas, dor local e, em aplicações palmares, leve fraqueza muscular transitória”, orienta a médica.

Outras opções, como antitranspirantes clínicos, medicamentos orais e procedimentos específicos, também podem ser indicadas conforme cada caso. O mais importante é que o paciente busque orientação especializada para controle adequado do quadro.

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