A estação quente do ano favorece a ocorrência de acidentes com cobras e escorpiões. Nesta semana dois pacientes foram atendidos no Grupo Hospitalar Santiago (GHS) por mordida de cobra. Em 2025 foram trinta pessoas. Conforme a diretora técnica, médica Sonia Nicola a espécie mais comum, no Brasil é a Jararaca. Lembrou que aos sair para o campo ou mato é importante o uso de bota e de luvas. Apesar de ser desconfortável devido ao calor, são a única forma de evitar acidentes graves.
O soro está disponível no hospital e será utilizado conforme a quantidade indicada pelo Centro de Informação Toxicológica, com sede em Porto Alegre, podendo começar com 6 ou 12 ampolas. Quanto os escorpiões que têm hábito noturno, Sonia Nicola disse que este aracnídeo pode matar. Os mais comuns no RS são os escorpiões amarelo e marron.
A picada apresenta dor no local, vermelhidão, náusea, aumento da frequência respiratória e cardíaca. Para evitar seu aparecimento em residências o lixo deve ser acondicionado em sacolas plásticas para evitar moscas e baratas, alimentos preferido do escorpião, acúmulo de entulhos, folhas secas, entre outros. É importante sacudir roupas e sapatos antes de usá-los. Os escorpiões não gostam do cheiro de lavanda, hortelã, alecrim, arruda e manjericão. O tratamento de picadas é através do soro antiescorpiônico disponível somente no HUSM, podendo ser aplicado em até 36 horas.

