A guerra no Oriente Médio foi ampliada nesta segunda-feira (2) ao Líbano, com ataques de Israel em represália a disparos do movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, no terceiro dia de bombardeios em larga escala dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã para derrubar o regime dos aiatolás. O Exército israelense anunciou ataques simultâneos “com centenas de aviões” no Irã e no Líbano. Também advertiu que o Hezbollah pagará “caro” por abrir fogo contra Israel.
Tel Aviv anunciou que interceptou um “projétil” lançado a partir do Líbano e que outros caíram em áreas desabitadas, sem provocar vítimas. O Hezbollah reivindicou o lançamento de “uma salva de mísseis” e “de drones” contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, na operação das forças americanas e israelenses.
Este foi o primeiro ataque do Hezbollah a Israel desde o cessar-fogo de novembro de 2024, que acabou com mais de um ano de guerra entre as partes. As autoridades libanesas anunciaram um balanço de pelo menos 31 mortos. Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões em Beirute durante a noite e observaram a fuga de muitas famílias do sul do País, algumas delas com colchões amarrados ao teto de veículos.
Conflito impacta negociações nucleares
No Irã, o Crescente Vermelho local afirmou que pelo menos 555 pessoas morreram desde o início do conflito, que interrompeu as negociações com Washington sobre o programa nuclear de Teerã. Para vingar a morte de Khamenei e de vários dirigentes da República Islâmica, Teerã lança mísseis contra diversos países da região, incluindo vários que abrigam bases americanas. Os moradores de Doha, Abu Dhabi e Dubai acordaram mais uma vez com o estrondo das explosões. Uma coluna de fumaça era observada na embaixada dos Estados Unidos no Kuwait.
O Ministério da Defesa kuwaitiano informou que vários aviões militares americanos caíram, mas que os tripulantes sobreviveram. O Irã também atacou Israel, onde ao menos nove pessoas morreram no domingo. Jornalistas da AFP ouviram explosões em Jerusalém. Segundo a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, um dos alvos dos ataques foi o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

