O envelhecimento traz mudanças que exigem atenção à saúde física, emocional e funcional. Para mulheres idosas, o apoio da família pode contribuir para identificar necessidades, organizar a rotina de cuidados e prevenir situações que comprometam a autonomia.
De acordo com o censo do IBGE de 2022, as mulheres idosas representam a maioria da população com 60 anos ou mais, somando cerca de 17,9 milhões de mulheres (55,7% do total de idosos).
“Mais do que acompanhar consultas ou auxiliar nas tarefas diárias, familiares e cuidadores precisam observar alterações no comportamento, na mobilidade, no apetite e na disposição. O cuidado também deve considerar as preferências da mulher e preservar sua participação nas decisões”, afirma a enfermeira especialista em Geriatria e Diretora da Vivenza Care, o braço de cuidados domiciliares e aplicação clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), Júlia Godoy.
5 cuidados importantes que a família deve ter com a saúde da mulher idosa:
1. Acompanhar consultas, exames e medicamentos
Manter o acompanhamento regular com profissionais de saúde ajuda a monitorar doenças crônicas, revisar tratamentos e identificar mudanças nas condições clínicas. A família pode colaborar organizando consultas, registrando sintomas e levando uma lista atualizada dos medicamentos utilizados.
2. Adaptar a casa para prevenir quedas
A segurança dentro de casa é uma parte importante do cuidado. Tapetes soltos, pisos escorregadios, corredores com obstáculos e ambientes mal iluminados podem aumentar o risco de acidentes.
3. Cuidar da alimentação e da hidratação
Uma alimentação variada contribui para a manutenção da saúde e deve considerar as necessidades, preferências e eventuais restrições da mulher idosa. Frutas, verduras, legumes, cereais, ovos e outras fontes de proteína podem compor refeições equilibradas, com atenção à redução do excesso de sal, açúcar e produtos ultraprocessados.
“A família também é importante para ajudar a manter uma rotina de hidratação e observar quando houver perda de peso ou dificuldade persistente para se alimentar, é importante buscar orientação profissional”, ressalta Júlia Godoy.
4. Incentivar movimento e convivência
Atividades físicas adaptadas às condições de saúde ajudam a preservar força, equilíbrio, mobilidade e independência. Caminhadas, exercícios orientados e atividades em grupo podem fazer parte da rotina, respeitando limitações e recomendações dos profissionais que acompanham a idosa.
5. Observar mudanças e manter a prevenção em dia
A família deve estar atenta a alterações persistentes no sono, no humor, na memória, na disposição, na mobilidade e na saúde bucal. Dores, feridas que não cicatrizam, dificuldades para mastigar ou mudanças repentinas no comportamento merecem avaliação profissional.
Para Júlia Godoy, o cuidado familiar deve combinar atenção e respeito à individualidade do idoso para um cuidado mais global.
“Acompanhar a saúde da mulher idosa significa reconhecer suas necessidades, oferecer suporte nas atividades em que precisa de ajuda e preservar sua participação nas escolhas do cotidiano”.

