O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou sua renúncia ao cargo na manhã desta quinta-feira (5), segundo o jornal paraguaio ABC. A decisão vem após o colapso do Banco Ueno e a abertura de um processo de impeachment contra ele. Com a renúncia, Peña escapa do julgamento político.
A renúncia ocorre horas depois de a Câmara dos Deputados iniciar a sessão para analisar a acusação constitucional. O processo ganhou força com a adesão do ex-presidente Horacio Cartes, líder do Partido Colorado, sigla de Peña, e da principal bancada governista, o que abriu a possibilidade de votação unânime. Até então, segundo o presidente da Câmara, Raúl Latorre, o mandatário se considerava inocente e pretendia enfrentar o processo.
A crise começou na terça-feira (3), quando o Banco Central interveio no Ueno Bank por grave insuficiência de capital e suspendeu operações e saques. A instituição, ligada a antigos sócios do presidente, administrava recursos de fundos de pensão e outras verbas estatais. Quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios tem conta no banco. No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado a Ueno antes de assumir o órgão, deixou o cargo.
Pela Constituição, o vice-presidente Pedro Alliana assume a Presidência.

