Com a chegada das temperaturas altas e o aumento das visitas às praias e parques, cresce também o alerta para uma infecção cutânea comum, mas bastante incômoda: a Larva Migrans Cutânea, popularmente conhecida como bicho geográfico.
Conhecida tecnicamente como Larva Migrans, a infecção causa coceira intensa e desenhos na pele. No verão, a chance de contrair essa condição aumenta e por isso especialistas alertam para os cuidados durante a estação mais quente do ano.
Embora o nome pareça curioso, a condição é causada por parasitas que vivem no intestino de cães e gatos. Ao entrar em contato com a pele humana, esses microrganismos dão origem a lesões que lembram o traçado de um mapa. Vale ressaltar que adultos e crianças podem sofrer com essa infecção.
O que é e como acontece o contágio?
O bicho geográfico é causado por larvas de parasitas dos gêneros Ancylostoma. O ciclo começa quando animais infectados defecam na areia ou na terra. Os ovos presentes nas fezes eclodem, liberando larvas que ficam à espreita de um hospedeiro.
Diferente do que ocorre nos animais, a larva não consegue atravessar as camadas profundas da pele humana. Por não encontrar o caminho para a corrente sanguínea, ela passa a caminhar sem destino sob a epiderme, criando os túneis avermelhados característicos.
Sintomas: mais que uma questão estética
O primeiro sinal costuma ser um pequeno ponto vermelho e elevado no local da entrada da larva (geralmente pés, mãos ou nádegas). Os principais sintomas incluem:
- Coceira intensa: tende a piorar durante a noite.
- Linhas tortuosas: lesões avermelhadas que avançam cerca de 1 a 2 cm por dia.
- Inchaço e vermelhidão: no local onde a larva está ativa.
- Formação de bolhas: em casos de maior sensibilidade ou inflamação.

