Região

Boate Kiss: 13 anos depois da tragédia, que matou 242 pessoas

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Impossível citar Santa Maria sem lembrar que lá aconteceu uma das maiores tragédias da história. Na madrugada de 27 de janeiro de 2013 – treze anos depois – memória do incêndio da Boate Kiss permanece viva, marcada pelas 242 vidas perdidas e por mais de 630 pessoas feridas, em sua maioria jovens universitários que celebravam o início do ano letivo.

Naquela noite estudantes – vindos de diferentes cidades do Estado – lotavam a casa noturna. O fogo, iniciado por um artefato pirotécnico utilizado durante o show da banda Gurizada Fandangueira, encontrou um ambiente sem saídas adequadas, com material inflamável no teto e falhas graves de segurança. Em poucos minutos, a fumaça tóxica se espalhou, transformando o espaço de diversão em um cenário de desespero.

A Kiss mudou a forma como o Brasil passou a olhar para a segurança em locais de grande público. Em 2017, foi sancionada a Lei Federal nº 13.425, conhecida como Lei Kiss, que estabeleceu normas mais rígidas para prevenção de incêndios e pânico em casas noturnas, boates, salões de festas e eventos.

A legislação trouxe exigências mais claras sobre saídas de emergência, planos de prevenção contra incêndio, limites de lotação, sistemas de combate às chamas e fiscalização por parte de municípios e Estados. Ainda assim, familiares das vítimas e especialistas alertam que a aplicação da lei segue desigual no país.

Este é o primeiro ano em que a tragédia é lembrada com os quatro réus em liberdade condicional, após a revisão das penas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

MEMORIAL

Na Rua dos Andradas, onde antes funcionava a Boate Kiss, as obras do Memorial da Kiss foram retomadas. Segundo o gestor da obra, Jeferson Costa Nunes, os trabalhos estão concentrados na preparação do terreno, escavações, montagem de ferragens para concretagem da estrutura, além de drenagem e tubulações.

A previsão é que o memorial seja entregue em junho. O espaço será dedicado à memória das vítimas e também à educação sobre prevenção de tragédias, para que a história não se repita.

Entre as atividades que marcam os 13 anos da tragédia, uma das principais é o lançamento do Projeto Alerta Kiss, iniciativa criada pelo Coletivo Kiss: Que Não Se Repita, formado por amigos de vítimas e sobreviventes.

Fonte das informações: Diário de Santa Maria

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