Foi preso na manhã desta quinta-feira (26), Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. O político foi preso temporariamente em diligências da segunda fase da Operação Lamaçal, deflagrada contra supostos delitos de administração pública e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Federal, os crimes investigados envolveriam desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), repassados à administração do município do Vale do Taquari nas enchentes de 2024.
O advogado Jair Alves Pereira, à frente da defesa de Marcelo Caumo, que afirmou a reportagem de GZH, estar sem acesso aos autos. “Não há como ter um posicionamento agora, pois sigo sem ter acesso ao conteúdo da prisão. Não sei o que motivou tal medida e, muito menos, a fundamentação do decreto. Assim que houver acesso a esse conteúdo, terei posição da defesa”, disse o advogado. O espaço permanece aberto para demais manifestações.
Advogado de defesa de Marcelo Caumo, Jair Alves Pereira afirma que desconhece “os fundamentos da prisão” e ainda não teve acesso a decisão. Segundo ele, o ex-prefeito de Lajeado tinha depoimento marcado para 4 de março.
“Eu desconheço, não entendo as razões. Me parece que não tem nada de fundamento para isso, mas eu preciso primeiro ter acesso à decisão”, declarou Pereira a reportagem de GZH.
O que diz a prefeitura de Lajeado
A Prefeitura de Lajeado informa que, na manhã desta quinta-feira (26/02), a Polícia Federal realizou diligências junto a setores do Executivo municipal, no âmbito da segunda fase da Operação Lamaçal.
A ação integra investigação relacionada a contratos de prestação de serviços terceirizados firmados em períodos anteriores à atual gestão.
Desde o início da operação a Administração Municipal vem colaborando com as investigações e prestando todas as informações e fornecendo documentos solicitados, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

