Na noite desta terça-feira (3), a Câmara de Vereadores sediou uma audiência pública para discutir o futuro do transporte ferroviário e a situação de cerca de mil moradores que vivem na região “beira-trilho”.
O debate foi teve como líder o deputado estadual Tiago Cadó (PDT), presidente da Comissão Especial da Assembleia Legislativa que trata das ferrovias inativas no RS.
Na oportunidade um grande público se fez presente representando o setor produtivo e autoridades. Um dos objetivos é garantir que a região seja incluída com protagonismo no novo edital de concessão federal, previsto para 2027.
Para Cadó é preciso fazer um novo traçado para os trilhos. Ele ressaltou durante sua fala que a ideia é que a ferrovia faça um contorno, evitando que o trem passe por dentro da cidade. Dessa maneira se torna viável a regularização das moradias na beira dos trilhos.
A conexão defendida pelo deputado é que a nova concessão conecte Santa Maria, Santiago e São Borja, ligando a região central ao Porto Seco da Fronteira, facilitando o fluxo de mercadorias para o Mercosul.
“Ouvimos o setor produtivo e as famílias que moram na região que precisa ser regularizada e que tem nossa especial atenção”. O fim do contrato da atual concessão se aproxima. E a mobilização é urgente”, destacou o deputado
A mobilização busca comprovar a viabilidade econômica da malha regional para baratear custos logísticos:
Escoamento de safra: a ferrovia é vista como essencial para reduzir o valor do frete da soja e de outros produtos exportados, principalmente para a Ásia via Porto de Rio Grande.
Pressão política: como o contrato atual vence em fevereiro de 2027, o objetivo é garantir que o Vale do Jaguari e a Fronteira Oeste não fiquem de fora do novo edital do Governo Federal.

