Com a chegada dos dias mais frios no Rio Grande do Sul, hábitos como tomar banho muito quente e usar com mais frequência secador, chapinha ou babyliss podem comprometer a saúde dos cabelos e do couro cabeludo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que o calor excessivo favorece ressecamento, perda de brilho, fragilidade dos fios, quebra capilar e irritações.
A água em temperatura elevada pode retirar a proteção natural da pele e dos fios. No couro cabeludo, esse hábito pode provocar vermelhidão, descamação e coceira, além de piorar doenças já existentes, como a dermatite seborreica.
A vice-presidente da SBD-RS e dermatologista, Dra. Cíntia Pessin, explica que o banho muito quente também pode aumentar a oleosidade capilar.
“Há um efeito rebote. Para compensar a perda de água, o couro cabeludo intensifica a produção de oleosidade. Por isso, banhos muito quentes podem piorar a oleosidade e agravar quadros como a dermatite seborreica”, afirma.
O alerta também vale para ferramentas térmicas. Secador em temperatura muito alta, chapinha e babyliss podem abrir as cutículas dos fios, deixando o cabelo mais poroso, ressecado e quebradiço. Quando o uso é frequente e sem proteção, o dano tende a se acumular.
“Qualquer dispositivo que emita muito calor pode danificar os cabelos. Em casos extremos, podem ocorrer alterações nas hastes capilares chamadas de bubble hairs, que são bolhas de ar no interior do fio. Isso acontece principalmente quando chapinha ou babyliss são usados nos cabelos ainda úmidos ou molhados”, explica a dermatologista.
Para reduzir os danos, a SBD-RS orienta evitar água muito quente, diminuir o uso de ferramentas térmicas e aplicar protetor térmico sempre que secador, chapinha ou babyliss forem utilizados. Também é importante manter o bocal do secador a cerca de 20 centímetros dos fios, usar chapinha e babyliss apenas com o cabelo completamente seco e incluir condicionador, máscaras de hidratação e óleo capilar nas pontas, conforme a necessidade de cada tipo de cabelo.
A entidade reforça que alterações persistentes no couro cabeludo, queda acentuada, quebra intensa, coceira, descamação ou feridas devem ser avaliadas por um médico dermatologista. A prevenção passa por cuidados simples, mas também pela atenção aos sinais de que os fios ou o couro cabeludo podem estar sofrendo agressões repetidas.
Em caso de alterações persistentes nos cabelos ou no couro cabeludo, procure um médico dermatologista.