O escritor Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30),, aos 88 anos. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre há quase duas semanas.
O autor deixa a esposa Lucia Helena e os filhos Pedro, Mariana e Fernanda Verissimo e os netos Lucinda e Davi.
Luis Fernando Verissimo enfrentava um quadro de pneumonia e desde janeiro de 2021 apresentava diversos problemas de saúde, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Segundo a família do escritor, que é um dos mais importantes cronistas brasileiros, ele havia sido internado no início de agosto e sua situação se agravou no dia 17. Desde então, os boletins médicos divulgados reafirmava que ele estava na UTI e recebendo as medidas de suporte necessárias, mas em estado grave.
A informação do falecimento foi confirmada pelo hospital por meio de nota.
Filho do escritor Erico Verissimo e de Mafalda Verissimo, Luis Fernando nasceu em 26 de setembro de 1936. Ele viveu parte de sua infância e sua adolescência nos Estados Unidos, com a família, em função de compromissos profissionais assumidos por seu pai que era professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (1943-1945) e diretor cultural da União Pan-americana em Washington, D.C. (1953-1956). Como consequência disso, cursou parte do primário em San Francisco e Los Angeles, e concluiu o secundário na Roosevelt High School, de Washington.
Luis Fernando seguiu os passos do pai Erico na literatura e se tornou conhecido por seus textos em formato de crônicas, contos e poemas. Na década de 1980, além de seu personagem mais famoso, “O Analista de Bagé”, publicou também “Sexo na Cabeça”, “A Mesa Voadora”, “O Jardim do Diabo” e “Orgias”; nos anos 1990, “O Santinho”, “A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto”, “Gula – O Clube dos Anjos” e “Histórias Brasileiras de Verão”; na década de 2000, “A Décima Segunda Noite”, “Banquete Com Os Deuses”, “Comédias Para Se Ler Na Escola” e “Os Espiões”; e também obras mais recentes como “Diálogos Impossíveis” e “Os Últimos Quartetos de Beethoven