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Qual universidade vai cursar? Harvad! responde a estudante da rede pública com a naturalidade de quem sabe como chegou aos Estados Unidos

A santiaguense Mariana Rodrigues Chaves, de 18 anos, vai cursar Governo e Economia; saiba como estão os preparativos e como ela conseguiu tamanho feito

Mariana com a avó Zenira nos estúdios da Rádio Santiago. Fotos: Ieda Beltrão/ Arquivo Pessoal

O sorriso doce contrasta com um olhar determinado, comuns a lideres natos, de quem sabe qual seu papel no mundo: assim Mariana Rodrigues Chaves, de 18 anos – acompanhada da avó Zenira – chegou nos estúdios da Rádio Santiago. A jovem santiaguense carrega com leveza e simpatia a conquista de uma vaga com bolsa integral na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde iniciará a partir de agosto a graduação em Governo e Economia. Harvad é um das instituições mais prestigiadas do mundo. Um feito para poucos – tanto que somente ela e outra brasileira – fazem parte desse seleto grupo.

Mariana ressaltou que a escola pública fez com que ela aprendesse a conviver com a diversidade, respeitar diferentes realidades. Com tudo isso a jovem estudantes acreditou que podia ir além e foi defendendo esses valores que conquistou uma vaga na universidade ícone no mundo, fundada em 1636.

Mariana, que foi morar em Santa Maria quando tinha 10 anos, entrou para o Colégio Militar, com 12 anos e foi poucos dias após a conclusão do Ensino Médio, que recebeu a notícia ao lado da mãe Angélica Moraes, policial militar. “O momento foi único, afinal foram anos de preparação silenciosa, muita disciplina e escolhas feitas com antecedência” resume.

A BASE DE TUDO: EDUCAÇÃO

Bem cedo começou o desejo de Mariana de estudar no exterior. Ela conta que foi inspirada por uma ex-aluna gaúcha que havia ingressado na Universidade de Harvard, dessa forma passou a enxergar esse objetivo como uma possibilidade concreta ainda no ensino fundamental.

E assim foi, ao longo de sua trajetória educacional, Mariana encontrou, especialmente na educação pública, oportunidades que ampliaram sua visão de mundo e ajudaram a consolidar esse projeto de vida. A participação em simulações da Organização das Nações Unidas (ONU), projetos de voluntariado e iniciativas de iniciação científica despertou o interesse pela liderança, pela política e pelo impacto social. “Foi através da educação que entendi que aprender vai muito além de só conteúdo, é sim desenvolver habilidades como comunicação, negociação e empatia. Mudamos realidades no mundo usando esses ensinamentos”, disse.

COMO FOI A APROVAÇÃO

O processo de candidatura para universidades estrangeiras começou bem antes do terceiro ano. Mariana se preparou ao longo do tempo, com planejamento, organização e apoio de mentoria especializada da Fundação Estudar. Diferentemente do vestibular tradicional, o sistema norte-americano exige histórico escolar consistente, envolvimento extracurricular, cartas de recomendação, testes de proficiência, entrevistas e uma narrativa clara sobre quem é o estudante e o que ele pretende construir.

O QUE OFERECE A BOLSA

A bolsa integral concedida a Mariana cobre todos os custos da graduação, incluindo moradia, alimentação, transporte e seguro-saúde, tornando viável a permanência ao longo dos quatro anos de curso.

A VOLTA

A mudança para os Estados Unidos será agora em agosto de 2026, início do ano letivo norte-americano. A graduação deve ser concluída em 2030 e, depois, retornar ao Brasil. E Mariana deixa bem claro que quer voltar. Ela afirma que nunca pensou em sair para sempre, que ama o seu País.

“Quero trazer de volta o que eu aprender, tornar acessível um conhecimento que muitas vezes parece distante da nossa realidade’, ressalta. Para ela ocupar um espaço como Harvard não é apenas uma conquista pessoal, mas um gesto político no sentido mais amplo: mostrar que jovens da educação pública brasileira podem estar onde as decisões globais são pensadas.

Mariana – além de se preparar para Havard – cumpre uma agenda cheia de entrevistas, palestras e viagens. Uma delas foi o encontro com o governador Eduardo Leite (PSD) e a secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira.

Recentemente esteve na Filadélfia, São Paulo, vai para a Grécia não deixando dúvidas que já está ocupando espaços onde pode levar a transformação através da educação e de tudo que ela pode trazer.

 Com visão de futuro e disciplina ela afirma ” Precisamos ocupar esses espaços. Não só eu, mas muitos outros estudantes. É uma forma de devolver à comunidade tudo o que ela me proporcionou. Um sonho! Ver os jovens interessados em melhorar os espaços, transformar oportunidades e nunca desacreditar de seu país.

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