Grande parte das lavouras de soja de Santiago, Capão do Cipó, Unistalda e São Francisco de Assis não foi contemplada com as pancadas de chuva nos últimos dias provocando quebra de safra.
O engenheiro agrônomo Miro Reginato estima perda de 30% onde não choveu nas lavouras com planta em fase reprodutiva. A falta de chuva associada a alta temperatura são fatores prejudiciais para o processo fisiológico da soja.
Sobre o universo de lavoura irrigada com pivô, Miro disse que na região de Santiago o percentual é pequeno em comparação a área. A soja nesta fase precisa em torno de 6 a 7 mm por dia de água, principalmente por causa da altura.
A planta com mais de um metro , em lavouras plantadas em outubro e novembro precisa de umidade para se nutrir. Quanto mais alta for, mais água vai precisar. A reserva de umidade do solo, com a ausência de chuva e o calor acaba se esgotando. O período das 09 da manhã às cinco da tarde é mais crítico para lavoura.