A troca de ideias dá lugar aos insultos. As ofensas evoluem para ameaças. Em alguns casos, a escalada termina em agressões físicas e até homicídios. Entre 2016 e 2024, os registros de violência política e eleitoral cresceram 1.113% no Brasil, passando de 46 para 558 ocorrências. Os dados são de um levantamento das organizações Justiça Global e Terra de Direitos, que monitoram esses episódios desde 2016 e consideram assassinatos, atentados, ameaças, agressões físicas, ofensas e invasões, entre outros.
No ano eleitoral de 2024, considerando o período analisado até 27 de outubro, a frequência média de registros foi de aproximadamente um a cada 15 horas. Conforme GZH desde o início da série histórica, foram registrados 1.583 casos de violência política no país . Às vésperas das eleições de 2026, especialistas alertam que o cenário de radicalização compromete o debate público e cria barreiras para a participação dos cidadãos no processo democrático.