Correio do Povo
No ano que marca os 30 anos da morte de Caio Fernando Abreu (1948 – 1996), o Multipalco Eva Sopher (rua Riachuelo, 1089) recebe a exposição “Caio Quintessencial”. A mostra reúne fotografias de Dulce Helfer, que registrou o escritor gaúcho em momentos de rara intimidade, lado a lado com textos do autor ou sobre ele. A abertura será hoje, às 18h30min, com entrada franca. A mostra ficará em cartaz até 2 de novembro, com visitação gratuita diariamente, das 10h às 20h.
Com curadoria do jornalista Salus Loch, a exibição reúne um acervo de vivências, trabalhos e textos do escritor, com itens de Amanda Costa e Juarez Fonseca, além de materiais de veículos de comunicação. Entre os destaques estão correspondências inéditas, escritas por Caio para o amigo Luciano Alabarse, atual presidente da Fundação Teatro São Pedro.
“O visitante encontrará duas facetas de Caio lado a lado – o que posou para as lentes de Dulce, capturado em gestos cotidianos e silêncios eloquentes, e o que se revela nas páginas, nos manuscritos e nas palavras que ainda não haviam sido publicadas. É a quintessência: o essencial, o que restou depois de tudo o que já se conhecia”, explica o curador Saulus.
UM CICLO
A mostra marca a etapa final da “Jornada Caio Quintessencial – As múltiplas faces de Caio Fernando Abreu”. Ao longo de 2026, o ciclo com produção de Amanda Costa e Flávia Cunha levou a obra e o pensamento de Caio a cinco espaços culturais de Porto Alegre – o Instituto Estadual do Livro (IEL), a Casa da Memória Unimed Federação/RS, o Memorial do Ministério Público, o Goethe-Institut Porto Alegre e a Cinemateca Capitólio. Cada espaço recebeu uma faceta de Caio, autor de clássicos como “Morangos Mofados” e “Onde Andará Dulce Veiga?”. Os textos do autor traduziram, como poucos, as inquietações de seu tempo.
FEIRA DO LIVRO
A jornada, porém, ainda reserva uma última atividade. No dia 31 de outubro, no início da Feira do Livro de Porto Alegre, será lançado o livro alusivo ao ciclo, organizado pela doutora em Literatura Amanda Costa – amiga do escritor – e por Flávia Cunha, jornalista e mestra em Literatura.