O escritor santiaguense, Caio Fernando Abreu, morreu há exatos 30 anos, no dia 25 de fevereiro de 1996. Um dos maiores autores do Brasil, faleceu aos 47 anos em Porto Alegre, em decorrência de HIV/Aids. Dentre suas principais obras, estão “Morangos mofados”, coletânea de contos de 1982, e o romance “Onde andará Dulce Veiga?”, de 1990.
Abreu foi jornalista, dramaturgo e escritor, vencedor de três prêmios Jabuti. Estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sua trajetória foi marcada pela representatividade, pois era abertamente gay. Durante a Ditadura Militar no Brasil, chegou a ser perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), fazendo com que se mudasse para Campinas (SP).
Na década de 1970, morou em países como Inglaterra e França. Nos anos 1990, ele revelou ter contraído o vírus HIV e se tornou um porta-voz do tema. Nos seus últimos anos, ele morou com os pais na capital gaúcha. A casa onde viveu o escritor, no Bairro Menino Deus, foi demolida em 2022, sob protestos da Associação Amigos do Caio Fernando Abreu (AACF), que tinha o objetivo de preservar o imóvel.
Em 2023, a família de Caio Fernando Abreu encontrou um poema inédito do escritor entre pertences de uma familiar, em uma casa de Gramado, na Serra. Sem título e escrito em um papel decorado, trata-se de uma homenagem ao sítio onde o escritor se hospedou em 1989. Na época, ele morava em São Paulo. Veio ao RS e compareceu ao Festival de Cinema.
Em Santiago, sua cidade natal, a obra de Caio ganha espaço na Biblioteca Municipal Melvis Jones, que nesse ano completa 70 anos e no Memorial da Poesia Contemporânea, onde tem três salas dedicadas aos seus trabalhos.