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20/11/2020 | 13h49min

“A nossa solidariedade e a certeza de que a apuração será rigorosa”, diz governador sobre assassinato em supermercado na capital

Dois homens foram presos em flagrante e autuados por homicídio triplamente qualificado

Violência ocorreu em Porto Alegre. Foto: DivulgaçãoViolência ocorreu em Porto Alegre. Foto: Divulgação

O governador Eduardo Leite se reuniu, na manhã desta sexta-feira (20), com a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, com o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon, e com o delegado plantonista Leandro Bodoia para se informar e cobrar rigor na apuração do homicídio de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, de 40 anos, que morreu após ter sido espancado em um supermercado de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19/).

 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Leite lamentou profundamente o caso, que ocorreu na véspera do Dia da Consciência da Negra.

 

“Infelizmente, neste dia em que deveríamos estar celebrando políticas públicas, deparamos com cenas que nos deixam todos indignados pelo excesso de violência que levou à morte de um cidadão negro em um supermercado na capital gaúcha. Todas as circunstâncias em que este crime aconteceu estão sendo apuradas para que sejam punidos os responsáveis. Os inquéritos policiais estão sendo levados adiante com muito rigor”, garantiu o governador.

 

Segundo a chefe de Polícia, dois homens foram presos em flagrante e autuados por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, e mais duas pessoas serão investigadas ao longo do inquérito.

 

“A Polícia Civil hoje dá uma resposta a essa intolerância que aconteceu ontem dentro de um mercado. No dia 10 de dezembro, vamos inaugurar a primeira Delegacia de Intolerância, que é um lugar apropriado e específico para que as pessoas possam buscar informações, não apenas efetuar denúncias, para que possamos mudar essa triste realidade das intolerâncias e do racismo que acabam gerando consequências na sociedade, como este caso”, disse a delegada Nadine.

 

Entre os suspeitos de envolvimento do crime, está um policial militar (PM) temporário, que estava fora do horário de serviço policial. De acordo com o coronel Mohr, a função de um PM temporário é restrita, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e de videomonitoramento.

 

“Ele não está no vínculo com o Estado e deve responder a um PAD (processo administrativo disciplinar) demissionário e deve ser retirado da corporação e responder civilmente pelo crime”, afirmou o comandante da Brigada Militar.

 

O governador reforçou que todos os agentes da segurança pública recebem treinamento adequado para atuar nas ruas e garantir a segurança da população gaúcha, e lamentou o envolvimento de um policial, ainda que apto a cumprir apenas tarefas administrativas, “nessas cenas que nos deixam indignados”.

 

Além das equipes de investigação da Polícia Civil, o governo também determinou à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, a partir da Coordenadoria da Igualdade Étnica e Racial e do recém criado Grupo de Trabalho de Combate à Violência contra a População Negra, o acompanhamento, junto com organizações da sociedade, de todo o trabalho de apuração.


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